Final melancólico do governo Helder, como um daqueles filmes mal dirigidos, protagonizados por artistas canastrões, que apesar do alto custo da produção termina num retumbante fracasso de critica e de publico. Ao fazer miseráveis 2028 votos, 17,81% do total de votos uteis, o prefeito que se achava o melhor prefeito da história de Morretes sai de cena de forma dramática, sozinho, politicamente acabado, uma caricatura patética daquele Helder que assumiu em 2001. Traiu alguns amigos, perseguiu e prejudicou outros, fez da Prefeitura de Morretes um instrumento de poder. Mas tudo tem seu tempo, na politica nada fica para depois. Daqui exatos 85 dias Helder volta para casa, talvez mais rico, mas com certeza mais triste. Ali acaba as bajulações e os capachos sempre prontos para servir buscam outras botas para lamber. A solidão física e emocional talvez provoque uma reflexão e ai ele vai saber se valeu a pena esses doze anos de governo. Poucos vão ficar por perto, sem o brilho do poder, os olhos gulosos dos pseudos amigos vão em busca de novos brilhos, outras canetas e ai vem o pior dos mundos, o ostracismo**, aquele momento que você fala e ninguém te escuta, o telefone não toca, os convites rareiam e as desculpas dos convidados para seus encontros sociais aumentam. Mas vida que segue outros estão vindo com a caneta cheia, o brilho do poder nos olhos, telefones que não param de tocar, agendas cheias, amigos em profusão. Como se diz na Inglaterra ao anunciar a morte de um rei "the king died, long live the king!", o Rei morreu, vida longa ao Rei! E Morretes segue seu caminho!
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